Receita Federal apreende 116 kg de cocaína
Receita Federal apreende 116 kg de cocaína em malas que seguiriam de Guarulhos para a África do Sul IBTimes Brasil

Droga estava em três malas destinadas a Joanesburgo e foi interceptada antes de chegar ao fluxo regular de bagagens; um homem foi preso em flagrante.

A Receita Federal apreendeu aproximadamente 116 kg de cocaína na noite de 22 de setembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A droga estava distribuída em três malas que seriam encaminhadas a uma aeronave com destino a Joanesburgo, na África do Sul, e foi localizada antes de entrar no fluxo regular de bagagens. Um homem foi preso em flagrante durante a operação.

A carga foi avaliada pela Receita em cerca de R$ 5,8 milhões. A apreensão ocorreu durante uma ação de controle aduaneiro conduzida pela Alfândega do aeroporto, depois que equipes passaram a monitorar movimentações consideradas suspeitas na área aeroportuária.

Segundo a Receita, os agentes identificaram três volumes deixados nas proximidades de uma aeronave que faria o voo internacional. As malas estavam etiquetadas para Joanesburgo e continham, além da cocaína, dispositivos de rastreamento. As autoridades competentes foram acionadas após a descoberta do entorpecente.

A ocorrência integra a Operação Sufoco, conduzida pela Alfândega de Guarulhos com base em inteligência e monitoramento de acessos e movimentações irregulares na área restrita do aeroporto.

A ação de 22 de setembro foi a terceira grande apreensão de cocaína contabilizada pela operação desde seu início, em 21 de agosto. Na primeira ocorrência, cerca de 25 kg da droga foram encontrados escondidos em bolinhos recheados e bombons. Em 18 de setembro, uma mala com mais de 45 kg de cocaína foi localizada antes do embarque de um voo com destino a Frankfurt, na Alemanha.

Somadas, as três apreensões representam mais de 180 kg de cocaína interceptados pela Operação Sufoco entre 21 de agosto e 22 de setembro. De acordo com a estimativa da Receita Federal, o valor total das drogas apreendidas no período chega a aproximadamente R$ 9 milhões.

A dinâmica da apreensão é relevante porque as malas foram identificadas antes de serem encaminhadas à aeronave. Isso permitiu que a Receita interrompesse o transporte internacional do entorpecente ainda dentro do aeroporto.

A investigação sobre a origem da cocaína, a eventual participação de outras pessoas e a estrutura responsável pelo transporte fica a cargo das autoridades competentes. A Receita informou a prisão em flagrante de um homem, mas os dados divulgados até o momento não permitem atribuir a ele, de forma definitiva, a responsabilidade por toda a carga ou por uma organização criminosa.

O caso reforça o papel do controle aduaneiro e das ações de inteligência no Aeroporto Internacional de Guarulhos, importante ponto de conexão para voos internacionais. A Operação Sufoco permanece concentrada na identificação de movimentações suspeitas e de acessos irregulares à área restrita do terminal.