O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, discursa em
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, discursa em Brasília (DF), em 24 de setembro de 2026. Brasil 247

Brasília, DF — O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, realizou na quinta-feira (24/09), em Brasília, uma recepção oficial por ocasião do 77º aniversário da fundação da República Popular da China. O evento reuniu autoridades, diplomatas e representantes de diferentes setores em um momento de celebração à trajetória de desenvolvimento da China e às perspectivas de suas relações internacionais, com destaque para a Parceria Estratégica bilateral. (Brasil 247) (Brasil 247)

Segundo relato de outro veículo presente à cerimônia, a recepção reuniu diplomatas e representantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, celebrando o auge das relações bilaterais e a consolidação da Parceria Estratégica Global, estruturada com base no respeito mútuo e na autonomia. (Plantaobrasil)

"O melhor momento histórico"

Em seu discurso, o embaixador Zhu Qingqiao relembrou as origens da China moderna. Ele ressaltou o papel da liderança do Partido Comunista da China na transformação do país, afirmando que há 77 anos o povo chinês, sob essa liderança, através de uma luta árdua, derrubou o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático e fundou a República Popular da China, tornando-se pela primeira vez na história milenar dono do seu próprio país.

O diplomata também tratou do desenvolvimento social e econômico do país nas últimas décadas, associando a trajetória de crescimento acelerado à manutenção da estabilidade interna.

Já em relação ao vínculo com o Brasil, o representante chinês adotou tom semelhante ao usado em outras ocasiões recentes: as relações bilaterais atravessam um momento de grande vitalidade. Em evento anterior no Congresso Nacional, por exemplo, Zhu havia afirmado que as relações sino-brasileiras atravessam hoje o seu melhor momento histórico, repletas de vitalidade e dinamismo, comparando-as ao fluxo dos rios Yangtzé e Amazonas. (Câmara dos Deputados)

Cooperação sem ingerência

Um dos pontos centrais do discurso desta semana foi a defesa de um modelo de cooperação internacional distinto do praticado por potências ocidentais. De acordo com a cobertura do evento, o embaixador reforçou a postura chinesa de construir cooperação sem imposições e sem ingerência nos assuntos internos de outras nações, num posicionamento apresentado como contraponto a práticas hegemônicas de setores da extrema direita internacional. (Plantaobrasil)

A fala se soma a um histórico recente de aproximação institucional entre os dois países. Nas últimas semanas, autoridades chinesas e brasileiras assinaram acordos comerciais — como o protocolo para exportação de cálculo biliar bovino do Brasil à China — e promoveram intercâmbios acadêmicos e culturais, incluindo um programa conjunto de líderes em inovação científica e tecnológica sediado em Hangzhou.

Contexto da relação bilateral

As relações diplomáticas entre Brasil e China foram estabelecidas oficialmente em 15 de agosto de 1974, embora os vínculos entre as duas sociedades sejam muito mais antigos. Desde então, a chamada "Parceria Estratégica Global" entre os países vem se aprofundando em áreas como comércio, tecnologia, ciência e cultura — o que autoridades chinesas e brasileiras vêm classificando, em eventos recentes, como uma "Parceria de Ouro". (Vermelho)

Zhu Qingqiao ocupa o posto de embaixador da China em Brasília desde dezembro de 2022 e tem participado ativamente de eventos bilaterais ao longo de seu mandato, reforçando publicamente o discurso de cooperação mútua entre Pequim e Brasília.