Presidenciáveis brasileiros já gastaram R$ 151 milhões antes do primeiro
Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema g1.globo.com

A 17 dias do primeiro turno das eleições no Brasil, os principais candidatos à Presidência da República acumulam R$ 151 milhões em despesas de campanha declaradas, segundo dados atualizados nesta quinta-feira (17) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação está prevista para 4 de outubro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, concentra a maior parcela dos gastos, com R$ 65 milhões declarados. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com R$ 55 milhões. Juntos, os dois candidatos respondem por cerca de 78% do total declarado pelos presidenciáveis até o momento, de acordo com a plataforma DivulgaCand do TSE.

Na sequência estão o governador Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 24 milhões em despesas, principalmente em rádio, televisão e marketing digital; Romeu Zema (Novo), com R$ 4 milhões, destinados sobretudo a consultoria e produção de conteúdo digital; Renan Santos (Missão), com R$ 1,2 milhão; e Augusto Cury (Avante), com R$ 265 mil, dos quais R$ 120 mil foram destinados à promoção de conteúdo nas redes sociais.

Os números fazem parte da prestação de contas parcial, referente às movimentações financeiras realizadas entre 16 de agosto e 8 de setembro. O prazo para o envio das informações terminou em 13 de setembro. Os valores ainda podem ser atualizados até a apresentação das prestações de contas finais.

Marketing, viagens e produção de conteúdo concentram despesas

Entre os gastos declarados por Lula, a maior despesa individual é um contrato de R$ 31 milhões com a agência Delta3 Comunicação e Projetos, dos publicitários Chico Kertész e Raul Rabelo, responsável pelo marketing da campanha.

A campanha também declarou R$ 4 milhões em serviços advocatícios, R$ 3,8 milhões em adesivos, R$ 3,1 milhões em materiais impressos e R$ 2,6 milhões na promoção de conteúdo em redes sociais. Além disso, foram destinados R$ 1,5 milhão a pesquisas eleitorais realizadas pela empresa Oma Pesquisa e R$ 1,2 milhão à produção de eventos de campanha.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, contratou a agência F.A.R.O. por R$ 13,1 milhões para serviços de publicidade. Entre os principais gastos estão estratégia eleitoral, produção de vídeos, comunicação, serviços jurídicos e fretamento de aeronaves para deslocamentos pelo país.

A campanha de Caiado, administrada por Marcos Carvalho, da agência Epsos Brasil, declarou R$ 20 milhões em despesas com a consultora.

Gastos de campanha presidenciáveis 2026 somam R$ 151 milhões no TSE | G1