Brasil encerra o Mundial de Paraciclismo de Estrada 2026, em
Victoria Barbosa competindo nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, no Chile Alessandra Cabral/CPB/cpb.org.br

A seleção brasileira de ciclismo paralímpico encerrou sua participação no Campeonato Mundial de Paraciclismo de Estrada 2026, realizado entre os dias 4 e 7 de setembro em Huntsville, no estado do Alabama (Estados Unidos), com um total de cinco medalhas: uma de prata e quatro de bronze. A delegação nacional foi composta por 20 atletas com deficiência e uma piloto-guia, e sua atuação foi considerada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) uma campanha de destaque no calendário internacional do paradesporto.

A grande protagonista da equipe foi a ciclista paranaense Victoria Maria de Camargo e Barbosa, que conquistou duas medalhas de bronze na classe C1 — categoria destinada a atletas com deficiências motoras severas que competem em bicicletas convencionais. A primeira delas veio no sábado, 5 de setembro, na prova de contrarrelógio, na qual Barbosa completou o percurso em 27 minutos, 28 segundos e 96 centésimos, ficando atrás da australiana Tahlia Clayton-Goodie, medalhista de ouro, e da chinesa Wangwei Qian, que conquistou a prata. A segunda medalha da brasileira veio na segunda-feira, 7 de setembro, último dia de competição, na prova de resistência da mesma classe, na qual Qian voltou a liderar o pódio, com Clayton-Goodie em segundo lugar.

Após essa última conquista, Barbosa compartilhou suas impressões em sua conta no Instagram (@vicbarbosaparaciclista), onde escreveu: "Esta medalha tem um significado enorme, porque representa todo o trabalho, a dedicação e a entrega de cada dia. Eu queria mais, é claro, mas nem sempre as coisas acontecem da forma como imaginamos. Sei que Deus está no controle de tudo".

As outras protagonistas do pódio brasileiro

A primeira medalha da delegação brasileira em Huntsville veio na sexta-feira, 4 de setembro, pelas mãos da paulista Jéssica Ferreira (também identificada em algumas coberturas como Jéssica Messali), que conquistou o bronze na prova de contrarrelógio da classe WH3 — categoria destinada a atletas que competem com handbikes, bicicletas adaptadas impulsionadas exclusivamente pela força dos braços. Ferreira completou os 14,6 quilômetros do percurso em 24 minutos, 32 segundos e 33 centésimos, ficando pouco atrás do tempo da australiana Lauren Parker, campeã da prova, e à frente da francesa Anais Vincent, que ficou com a prata.

No sábado, 5 de setembro, o paulista Lauro Chaman também subiu ao pódio. Tricampeão mundial da prova de resistência da classe C5 — destinada a atletas com comprometimentos físico-motores mais leves —, Chaman conquistou o bronze na prova de contrarrelógio. Chaman, que já havia sido campeão mundial em 2017, 2021 e 2025, ficou atrás do norte-americano Elouan Gardon e do neerlandês Daniel Gebru.

A quinta medalha brasileira, e a única de prata, foi conquistada pela paranaense Jady Malavazzi, que no domingo, 6 de setembro, tornou-se vice-campeã mundial na prova de resistência da classe WH3, também na categoria handbike.

Repercussão institucional e nas redes sociais

O Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou oficialmente a notícia por meio de seu site e de seus canais institucionais, entre eles sua conta na rede social X (antigo Twitter), @cpboficial, onde a entidade costuma publicar atualizações sobre o desempenho de seus atletas em competições internacionais. Até o fechamento desta matéria, não foi identificada uma publicação individual com link verificável especificamente relacionada ao encerramento do Mundial, embora o CPB mantenha atividade regular na plataforma por meio do usuário mencionado. A principal reação pública documentada foi a publicação de Victoria Barbosa em sua conta no Instagram, reproduzida por diversos veículos de comunicação brasileiros ao noticiar o resultado.

O Campeonato Mundial de Paraciclismo de Estrada 2026 reuniu atletas de diferentes classes funcionais de várias partes do mundo, e o desempenho brasileiro — com representantes do Paraná e de São Paulo entre os medalhistas — reafirma a posição do país entre as potências do paradesporto internacional, de olho no ciclo rumo aos próximos Jogos Paralímpicos.