BNDES cria centro de estudos para impulsionar conhecimento sobre setores estratégicos da economia brasileira
CEADS reunirá pesquisadores e especialistas para produzir estudos e cursos voltados a áreas como florestas, minerais estratégicos, indústria audiovisual e varejo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (24) a criação do Centro de Estudos Aplicados para o Desenvolvimento Sustentável (CEADS), uma nova estrutura destinada a produzir conhecimento que sirva de base para políticas de desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento de setores considerados estratégicos para o futuro econômico do país. O anúncio foi feito durante a Cerimônia de Premiação de Projetos Emblemáticos do BNDES, evento em que a instituição reconheceu iniciativas consideradas relevantes para o desenvolvimento nacional.
Segundo informou o próprio banco, o novo centro reunirá pesquisadores e especialistas para produzir estudos e cursos voltados a responder às demandas econômicas e produtivas do país. Entre as áreas inicialmente previstas estão florestas e bioeconomia, minerais críticos e estratégicos, modernização do futebol brasileiro, indústria audiovisual, indústria química e o futuro do setor varejista no Brasil.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, explicou que a proposta do CEADS é integrar iniciativas de pesquisa que a instituição já desenvolve, tanto internamente quanto em parceria com organizações públicas e privadas. Segundo o dirigente, o novo centro permitirá articular todas essas iniciativas dentro de uma mesma estrutura. Mercadante destacou ainda que a criação do centro contribui para reforçar o papel estratégico do banco no desenvolvimento do país, ressaltando que o BNDES administra atualmente um volume de ativos superior a R$ 1,1 trilhão.
O anúncio ocorre poucos dias depois de o banco revelar, em um evento paralelo, a criação de outro centro de estudos estratégicos, voltado à articulação produtiva com a América Latina e o Caribe e ao aproveitamento de recursos naturais críticos, como lítio e terras raras. Na ocasião, Mercadante havia afirmado que a simples existência desses recursos não garante o desenvolvimento econômico e que é indispensável avançar no processamento, na industrialização e no domínio das tecnologias necessárias para agregar valor a essas cadeias produtivas.
O interesse do BNDES pelos minerais críticos também tem se refletido em outras iniciativas recentes do banco, entre elas uma chamada de R$ 5 bilhões, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para incentivar planos de negócios relacionados à cadeia de minerais estratégicos sustentáveis, além de um fundo de investimento em participações no setor de mineração criado em conjunto com a empresa Vale, com financiamentos entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões. Segundo dados divulgados pelo banco, o Brasil concentra 95% das reservas mundiais de nióbio, além de possuir a segunda maior reserva de grafite e níquel e a terceira maior reserva de terras raras do mundo.
Com a criação do CEADS, o BNDES busca consolidar seu papel como articulador entre o governo, o meio acadêmico, o setor produtivo e a sociedade civil, em um momento em que o país procura ampliar sua capacidade de agregar valor tecnológico aos principais recursos naturais e fortalecer setores com potencial de crescimento nos próximos anos.





















