Empresas Elevam Preocupação Com Inflação E Juros
Levantamento com cerca de 500 empresas mostra que a política monetária se tornou a principal preocupação, enquanto condições de financiamento afetam especialmente companhias menores.

Executivos financeiros de empresas nos Estados Unidos elevaram suas projeções para a inflação e demonstraram maior preocupação com a política monetária e as condições de financiamento, segundo uma pesquisa trimestral conduzida pelos Federal Reserve de Richmond e Atlanta em parceria com a Fuqua School of Business, da Universidade Duke. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira, 23 de setembro, a partir de informações da Reuters.
A pesquisa ouviu cerca de 500 empresas de diferentes portes entre 17 de agosto e 4 de setembro. Os diretores financeiros estimaram que os preços cobrados pelas empresas devem subir, em média, 5,3% neste ano, acima dos 4,6% registrados na pesquisa anterior. Para 2027, a expectativa média passou de 4,1% para 4,5%.
Política Monetária Ganha Espaço Entre As Preocupações
Apesar de a inflação ter perdido espaço na lista direta de preocupações dos executivos, a política monetária passou a ocupar a primeira posição. Cerca de 20% das empresas apontaram esse fator como uma das principais preocupações, ante menos de 15% no levantamento anterior.
O resultado foi registrado antes da decisão mais recente do Federal Reserve sobre os juros, quando o debate sobre a trajetória da política monetária já estava associado à possibilidade de custos de financiamento mais elevados. A pesquisa também indicou que as dificuldades são mais acentuadas entre empresas menores e com restrições financeiras.
Segundo Sonya Waddell, vice-presidente e economista do Federal Reserve de Richmond, as limitações de financiamento estão afetando especialmente empresas pequenas, dificultando planos de expansão e a cobertura de custos. O levantamento também aponta uma redução nas expectativas de investimentos de capital para os próximos seis meses.
Financiamento Afeta Planos De Investimento
Entre as empresas que não pretendem realizar investimentos, 42% citaram condições desfavoráveis de financiamento ou a necessidade de preservar o caixa como justificativa. O percentual representa aumento em relação aos 32% registrados seis meses antes.
O cenário ocorre em meio a uma postura mais restritiva do Federal Reserve. Segundo a Reuters, o banco central americano elevou recentemente sua taxa básica para a faixa de 3,75% a 4%, diante da persistência da inflação. A decisão aumentou a atenção dos mercados para os próximos passos da política monetária.
Para as empresas, a combinação de expectativas de preços mais elevadas e custos de financiamento maiores pode influenciar decisões sobre investimentos, expansão e administração do caixa nos próximos meses.





















