Brasil Registra Recorde De Trabalhadores Por Conta Própria Com CNPJ
Em 2025, cerca de 10,7 milhões de trabalhadores por conta própria estavam registrados como pessoa jurídica, ampliando o debate sobre formalização e pejotização.

O Brasil atingiu em 2025 a maior proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ desde o início da série histórica acompanhada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, 35% dos trabalhadores autônomos estavam registrados como pessoa jurídica, o que representa aproximadamente 10,7 milhões de pessoas.
Os dados mostram uma mudança na composição do trabalho independente no país e ajudam a acompanhar o avanço da formalização entre profissionais que atuam por conta própria. O crescimento também alimenta a discussão sobre a chamada "pejotização", termo utilizado para descrever a contratação ou prestação de serviços por meio de uma pessoa jurídica em determinadas relações de trabalho.
Formalização Avança Entre Autônomos
A proporção registrada em 2025 representa o ponto mais elevado da série histórica do IBGE. O indicador considera trabalhadores por conta própria que possuem registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, instrumento que formaliza a atividade empresarial.
O avanço do CNPJ entre esses trabalhadores ocorre em um mercado no qual uma parcela significativa dos profissionais independentes continua atuando sem registro empresarial. Por isso, a evolução do indicador permite observar como diferentes formas de formalização vêm ganhando espaço entre os brasileiros que trabalham por conta própria.
Além de possibilitar o acompanhamento da formalização, os números ajudam a compreender transformações na organização das atividades profissionais e empresariais no país. A expansão do número de autônomos com CNPJ também está relacionada ao debate sobre as diferentes formas de contratação existentes no mercado.
Debate Sobre A "Pejotização"
O crescimento dos trabalhadores por conta própria registrados como pessoa jurídica também coloca em evidência a discussão sobre a pejotização. O termo ganhou espaço no debate sobre o mercado de trabalho para caracterizar situações em que a prestação de serviços ocorre por meio de uma empresa constituída pelo próprio trabalhador.
A existência de um CNPJ, por si só, não determina a natureza de uma relação profissional. Entretanto, o aumento dessa modalidade de formalização fornece um indicador relevante para acompanhar as mudanças na estrutura do trabalho independente brasileiro.
Com 10,7 milhões de trabalhadores por conta própria registrados como pessoas jurídicas, 2025 marcou um novo máximo na série histórica. Os dados do IBGE oferecem, portanto, um retrato da expansão da formalização empresarial entre autônomos e contribuem para o acompanhamento das transformações recentes do mercado de trabalho brasileiro.





















