MEC credencia novas universidades comunitárias, celebra que 80% das escolas públicas já têm Wi-Fi adequado e mantém abertas as inscrições para o Prêmio Carolina Bori
Inovações no ensino superior, conectividade nas escolas públicas e incentivo às jovens cientistas marcam a semana.

A área da educação brasileira reúne, nesta semana, três novidades relevantes: o credenciamento de novas universidades comunitárias sob um modelo renovado, um levantamento que mostra avanços significativos na conectividade das escolas públicas do país e a continuidade das inscrições para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres, dedicado neste ano à categoria "Meninas na Ciência".
Novas universidades comunitárias sob um modelo atualizado
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), publicou na terça-feira, 1º de setembro, seis portarias relacionadas às Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices): uma de qualificação e cinco de renovação. A instituição recentemente qualificada foi a Universidade Vale do Rio Doce (Univale), de Minas Gerais, enquanto tiveram sua condição renovada a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), a Universidade do Vale do Paraíba (Univap), a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e a Universidade do Vale do Taquari (Univates). Todas as portarias têm validade de cinco anos.
As Ices são constituídas como associações ou fundações de direito privado, sem fins lucrativos, e oferecem serviços gratuitos à população na proporção dos recursos públicos que eventualmente recebam. No início deste ano, o MEC publicou a Portaria nº 71, que estabelece os procedimentos para a qualificação, o monitoramento e a formalização de convênios entre o Estado e essas instituições. De acordo com a norma, as comunitárias qualificadas podem ter acesso a recursos públicos federais para atividades de interesse público, inclusive por meio de editais de fomento e emendas parlamentares, e podem atuar como alternativa na oferta de serviços educacionais públicos, respeitando os princípios da legalidade, transparência e finalidade pública.
Esse modelo se soma às universidades públicas — federais, estaduais e municipais, com acesso gratuito por meio do Enem, Sisu ou processos seletivos próprios — e a outras categorias de instituições privadas, como as confessionais e filantrópicas.
80% das escolas públicas já têm Wi-Fi com velocidade adequada
Paralelamente, o Painel de Monitoramento da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), do próprio MEC, divulgou dados atualizados até julho de 2026 que mostram avanços importantes na conectividade escolar. Segundo o levantamento, 79,7% das escolas monitoradas contam com uma velocidade de internet considerada adequada para uso pedagógico, enquanto 80,7% já possuem cobertura de rede Wi-Fi dentro dos parâmetros estabelecidos.
No total, 108.658 das 138.086 escolas monitoradas — 78,7% do total — foram classificadas nos níveis 4 e 5 do Indicador Escolas Conectadas (Inec), considerados adequados. O painel também revelou que o fornecimento de energia elétrica já não representa um problema significativo: 136.602 instituições, equivalentes a 98,9% do total, possuem condições adequadas de energia elétrica.
Os dados são resultado de uma nova rodada de monitoramento realizada pelo MEC entre abril e maio de 2026, em conjunto com as redes de ensino, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento e Controle (Simec) e do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Interativo. Secretarias de Educação e escolas de todo o país responderam a questionários sobre suas condições de conectividade, incluindo a velocidade da internet contratada e a existência de rede Wi-Fi.
O estado do Ceará foi citado como um caso de destaque: suas 788 escolas públicas estão conectadas por meio da infraestrutura do Cinturão Digital estadual, e mais de 98% de suas unidades já contam com rede Wi-Fi de alta densidade.
Inscrições para o Prêmio Carolina Bori, dedicado a "Meninas na Ciência", continuam abertas
Por outro lado, continuam abertas até 30 de outubro as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres, organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Neste ano, a premiação é dedicada especialmente à categoria "Meninas na Ciência" e busca reconhecer jovens talentosas cujos trabalhos de iniciação científica demonstrem criatividade, rigor metodológico e potencial de contribuição para o futuro da ciência no país.
Podem se inscrever estudantes do ensino médio e da graduação que tenham desenvolvido projetos de pesquisa, participado de feiras de ciências ou olimpíadas científicas ou de atividades de divulgação científica.
Serão selecionadas seis vencedoras: três do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento: Humanidades; Ciências Biológicas e da Saúde; e Engenharias, Ciências Exatas e da Terra.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio de formulário on-line, com o envio de uma carta de recomendação de um professor, orientador, coordenador escolar ou organizador de olimpíadas ou feiras científicas nacionais.
Criado em 2019, o prêmio já reconheceu 37 cientistas ao longo de suas edições. Na última edição dedicada a "Meninas na Ciência", em 2024, a SBPC recebeu 765 inscrições válidas, número 71,5% superior ao registrado na edição anterior.
As vencedoras desta edição serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027, e a cerimônia de premiação será realizada em 11 de fevereiro de 2027, data que coincide com o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.





















