toxina botulínica
Anvisa determina a apreensão do lote falsificado de Dysport, proíbe sua venda, distribuição e uso Don Murray/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (19 de outubro de 2026), a apreensão de um lote falsificado do medicamento Dysport, um neuromodulador à base de toxina botulínica. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição e a utilização dos produtos identificados, conforme comunicado publicado pela própria agência.

A decisão foi tomada após a identificação de unidades com características diferentes das encontradas no medicamento original. Segundo a Anvisa, a irregularidade foi comunicada pela Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., empresa responsável pelo registro do produto no Brasil.

Diferenças Na Embalagem E Na Identificação

O lote envolvido na ocorrência é o de número 025155. De acordo com as informações divulgadas pela Anvisa, a empresa identificou divergências que indicam que as unidades examinadas não correspondem ao produto genuíno.

Entre os problemas constatados está a data de validade incorreta. Além disso, o frasco apresenta um formato diferente daquele utilizado no medicamento original, enquanto o código de barras identificado corresponde ao lote W26232, e não ao número associado ao produto suspeito.

A agência também informou que foram encontradas diferenças no rótulo da embalagem secundária, que apresenta a nova identidade gráfica. Esses elementos foram comunicados pela empresa responsável pelo registro e fundamentaram a medida sanitária anunciada.

Proibição De Venda, Distribuição E Uso

Com a determinação, os produtos falsificados abrangidos pela medida não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados. A decisão busca impedir que essas unidades continuem circulando nos canais de fornecimento de medicamentos.

O caso chama a atenção para a importância da identificação correta de produtos farmacêuticos, especialmente daqueles utilizados em procedimentos que exigem controle sanitário. A verificação da procedência e da integridade das embalagens é relevante para distinguir medicamentos originais de unidades suspeitas de falsificação.

No comunicado publicado em seu portal oficial, a Anvisa disponibilizou também a Resolução nº 4.090/2026, divulgada no Diário Oficial da União, documento relacionado à determinação de apreensão.

A agência não apresentou, nessa publicação, informações sobre a quantidade de unidades identificadas, os locais em que os produtos foram encontrados ou eventuais consequências clínicas relacionadas ao lote. Também não foram detalhados possíveis desdobramentos investigativos.

A medida estabelece, portanto, a retirada de circulação das unidades falsificadas identificadas, com proibição expressa de venda, distribuição e utilização. A identificação do lote e das divergências na embalagem são os principais elementos divulgados até o momento pela autoridade sanitária brasileira.