ONS operações para garantir eleitores durante jornada eleitoral
Paulo Pinto/Agência Brasil

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realizará uma operação especial para reforçar a segurança do fornecimento de energia elétrica durante o segundo turno das eleições gerais de 2026, marcado para o dia 25 de outubro. A iniciativa prevê monitoramento intensificado da rede, restrições a manutenções programadas e equipes de operação e manutenção das empresas do setor em regime de sobreaviso.

O esquema especial será aplicado entre a meia-noite de sábado, 24 de outubro, e as 7h de segunda-feira, 26 de outubro. O objetivo é reduzir os riscos de interrupções no fornecimento durante a votação e garantir condições adequadas de funcionamento da infraestrutura elétrica em todo o país.

Entre as principais medidas está a suspensão de intervenções programadas que possam provocar cortes de energia ou aumentar o risco de perda de carga no Sistema Interligado Nacional (SIN). Serviços considerados indispensáveis poderão ser avaliados conforme as condições operacionais e os critérios de segurança estabelecidos pelo operador.

As empresas responsáveis pela geração, transmissão e distribuição de eletricidade deverão manter equipes de prontidão para responder rapidamente a eventuais ocorrências. A mobilização busca agilizar o atendimento de emergências e o restabelecimento do fornecimento em instalações e equipamentos considerados críticos.

O ONS também intensificará o acompanhamento das condições meteorológicas em áreas estratégicas da rede elétrica. A medida pretende antecipar possíveis impactos provocados por tempestades, ventos fortes e descargas atmosféricas, fenômenos que podem danificar equipamentos e comprometer linhas de transmissão e redes de distribuição.

Além das ações preventivas, o plano prevê o intercâmbio de informações entre o ONS, o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A comunicação entre essas instituições deverá facilitar a identificação de ocorrências e a coordenação das providências necessárias durante o processo eleitoral.

A Aneel também estabeleceu orientações específicas para as empresas do setor. As distribuidoras deverão preparar planos especiais de atendimento, reforçar as equipes e dar atenção prioritária aos locais de votação e às instalações da Justiça Eleitoral, sem deixar de atender às demais áreas de suas concessões. A agência poderá fiscalizar eventuais ocorrências durante o período.

A preparação contempla ainda localidades atendidas por sistemas elétricos isolados, especialmente na região amazônica, onde o abastecimento depende, em determinadas áreas, de usinas termelétricas. Nesses locais, a disponibilidade de combustível, peças de reposição e equipes técnicas é importante para reduzir o risco de interrupções.

As medidas fazem parte do planejamento preventivo adotado para eventos de grande relevância nacional. O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, também contou com uma operação especial, com restrições a intervenções na rede e reforço do monitoramento.

Segundo o ONS, a estratégia busca preservar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional e manter a estabilidade do fornecimento durante a votação. O planejamento não significa que haja uma previsão de apagão, mas procura reduzir a exposição do sistema a falhas em um período em que a continuidade da energia é essencial para o funcionamento das seções eleitorais, dos tribunais e dos sistemas de apuração.