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O Brasil tem 11 empresas entre as 900 melhores empregadoras do mundo, segundo o ranking de 2026 elaborado pela revista Forbes em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Statista. A Petrobras aparece na 74ª posição e é a companhia brasileira mais bem colocada na lista, que reúne organizações de 52 países e considera fatores como remuneração, oportunidades de crescimento profissional, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e reputação corporativa.

O levantamento, divulgado em outubro, busca identificar empresas que oferecem condições favoráveis aos funcionários e oportunidades de desenvolvimento de carreira. A Microsoft ocupa o primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, seguida pela Delta Air Lines, dos Estados Unidos, e pela Shopify, do Canadá.

Entre as brasileiras, a fabricante de aeronaves Embraer aparece em 132º lugar, enquanto a siderúrgica Gerdau ocupa a 274ª posição. A mineradora Vale vem logo depois, em 278º lugar, seguida pela fabricante de cosméticos Natura, na 342ª colocação.

O Banco do Brasil aparece em 409º lugar, e o Nubank ocupa a 428ª posição. Completam a participação nacional a Votorantim, em 576º lugar; o Banco Bradesco, em 626º; a Braskem, em 635º; e a Suzano, na 775ª colocação.

A presença dessas companhias em diferentes setores evidencia a diversidade das empresas brasileiras reconhecidas internacionalmente. Petróleo, aviação, siderurgia, mineração, cosméticos, serviços financeiros, petroquímica e papel e celulose estão representados na lista.

Petrobras vai buscar petróleo na margem equatorial da Costa do
Fernando Frazão/Agência Brasil

Como o ranking foi elaborado

Para construir a classificação, Forbes e Statista ouviram mais de 300 mil funcionários em mais de 50 países. As pesquisas foram realizadas pela internet, de maneira independente das empresas avaliadas, para permitir que os participantes respondessem anonimamente.

Os entrevistados foram convidados a indicar a probabilidade de recomendar seu empregador a amigos e familiares. Também avaliaram aspectos relacionados à experiência profissional, incluindo salários, perspectivas de promoção, ambiente de trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e imagem pública das organizações.

O estudo também considerou avaliações de pessoas que conheciam outras empresas por experiência profissional anterior, contatos pessoais ou conhecimento do setor. As respostas foram combinadas em um sistema de pontuação que levou em conta dados dos três anos anteriores, atribuindo maior peso às avaliações mais recentes e às opiniões de funcionários atuais.

Para participar, as companhias precisavam ter presença internacional significativa e atender aos critérios definidos pela pesquisa. A edição de 2026 contempla 900 empresas distribuídas por 52 países.

Disputa global por profissionais

O resultado ocorre em um cenário no qual as empresas enfrentam desafios para atrair e manter profissionais qualificados. Além da remuneração, fatores como flexibilidade, oportunidades de aprendizagem, perspectivas de carreira e qualidade do ambiente de trabalho ganharam importância na avaliação dos empregadores.

A metodologia também reflete a percepção dos trabalhadores sobre as organizações, e não apenas indicadores financeiros ou resultados empresariais. Por isso, a posição no ranking deve ser interpretada como uma avaliação comparativa baseada nas respostas coletadas, e não como uma certificação absoluta de que todas as unidades ou equipes de uma empresa oferecem as mesmas condições de trabalho.

Para as companhias brasileiras, a presença na classificação representa reconhecimento internacional e visibilidade em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Ao mesmo tempo, o levantamento oferece uma referência para discutir políticas de valorização profissional, desenvolvimento de talentos e retenção de funcionários.