Operações durante toda a semana do segundo turno das eleições
Joédson Alves/Agência Brasil

As Forças Armadas mobilizarão aproximadamente 24,1 mil militares para apoiar a Justiça Eleitoral durante o segundo turno das eleições gerais de 2026, marcado para domingo, 25 de outubro. A operação envolverá ações para garantir a segurança da votação e da apuração dos resultados em 306 municípios de 11 estados, além do transporte de urnas eletrônicas, materiais e equipes eleitorais para regiões de difícil acesso.

A mobilização reúne integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira. A atuação ocorrerá mediante solicitação da Justiça Eleitoral e autorização presidencial, em coordenação com os órgãos de segurança pública e conforme as áreas definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

As ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) serão realizadas nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. O objetivo é contribuir para a preservação da ordem pública, assegurar a normalidade dos trabalhos eleitorais e permitir que os eleitores exerçam seu direito ao voto.

A distribuição do efetivo considera as necessidades identificadas pela Justiça Eleitoral em cada região. O Piauí terá presença militar em 81 municípios, seguido pelo Ceará, com 46, e pelo Amazonas, com 34. Também estão previstas operações em 30 municípios de Mato Grosso, 38 do Pará, 21 do Maranhão, 20 do Acre, 15 do Rio de Janeiro, oito de Alagoas, sete do Rio Grande do Norte e seis de Tocantins.

Além das atividades relacionadas à segurança, as Forças Armadas prestarão apoio logístico em 39 municípios de oito estados. A operação abrangerá localidades do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Roraima.

O suporte logístico inclui o deslocamento de urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e profissionais da Justiça Eleitoral. Para alcançar áreas isoladas, serão utilizados aviões, helicópteros, embarcações e veículos militares. A estrutura é especialmente importante para comunidades ribeirinhas, terras indígenas e localidades rurais, onde as condições geográficas e a infraestrutura de transporte podem dificultar a chegada dos recursos necessários.

A coordenação das atividades será realizada pelo Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, em articulação com os comandos militares responsáveis pelas diferentes regiões. A estrutura permitirá acompanhar as operações e organizar os recursos conforme as demandas apresentadas pelos tribunais eleitorais.

No Rio de Janeiro, o reforço de segurança também recebeu atenção específica. O Tribunal Regional Eleitoral do estado decidiu solicitar tropas federais para o segundo turno, diante das preocupações relacionadas à atuação de grupos criminosos em áreas da região metropolitana. O pedido segue os procedimentos de análise e autorização previstos para o emprego das forças federais.

A participação militar nas eleições está fundamentada no Código Eleitoral e foi autorizada para o pleito de 2026 pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho deste ano.

Com o planejamento integrado, as autoridades buscam reduzir riscos operacionais, facilitar o acesso aos locais de votação e assegurar condições para a realização do processo eleitoral. A mobilização também pretende garantir que os materiais e as equipes cheguem aos destinos dentro dos prazos estabelecidos, contribuindo para o funcionamento regular da votação e da apuração em diferentes regiões do país.