Queda de aeronave policial em Minas Gerais mata três oficiais durante treinamento de voo
Acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço; causas serão investigadas pelo Cenipa.

Três policiais militares morreram nesta sexta-feira (9) após a queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na região leste do estado. O acidente ocorreu durante um voo de rechecagem de habilitação, procedimento periódico destinado a avaliar as competências técnicas dos pilotos. As circunstâncias da queda serão investigadas pelas autoridades aeronáuticas.
A aeronave, um bimotor Beechcraft B300 Super King Air 350, de prefixo PP-EJO, pertencia ao Comando de Aviação do Estado (ComAvE), unidade responsável pelo emprego de aeronaves em operações policiais e missões de apoio. O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Ipatinga. Segundo informações divulgadas pela imprensa com base em dados da corporação, a decolagem ocorreu às 15h16, e o pouso na região do Vale do Aço foi registrado às 15h59.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na região da BR-458, próximo ao aeroporto. Equipes de resgate foram deslocadas para o local, mas os três ocupantes da aeronave morreram.
Vítimas eram integrantes do Comando de Aviação

A Polícia Militar confirmou as mortes dos oficiais que participavam da atividade de treinamento. As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida.
Silvestre era comandante do Esquadrão de Aviões do ComAvE e acumulava ampla experiência na aviação policial. De acordo com informações divulgadas pela corporação, ele possuía mais de 5 mil horas de voo e atuava como instrutor.
Gabriela Emília era a primeira mulher habilitada como piloto de aeronaves de asa fixa no Comando de Aviação do Estado. A oficial havia retornado recentemente da licença-maternidade. Alice Almeida também integrava a equipe de aviação da PM mineira.
Em manifestação oficial, a corporação lamentou as mortes e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas dos militares. A instituição também mobilizou uma equipe de acolhimento para oferecer assistência psicológica aos parentes das vítimas.
Aeronave estava em voo de rechecagem
Segundo o diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, coronel Flávio Santiago, o voo tinha como objetivo realizar a rechecagem da habilitação dos pilotos. Esse procedimento faz parte do treinamento operacional periódico e busca verificar se os profissionais mantêm as condições técnicas necessárias para executar suas funções com segurança.
O representante da corporação afirmou que a manutenção da aeronave, a modernização dos equipamentos e as habilitações dos tripulantes estavam em dia. Ele ressaltou, entretanto, que seria necessário aguardar a investigação para esclarecer o que provocou o acidente.
A aeronave era utilizada em atividades operacionais, incluindo missões de apoio às equipes terrestres e transporte de órgãos para transplantes.
Investigação vai apurar as causas
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), deverá apurar as circunstâncias da queda. Os trabalhos incluem a coleta de informações, a análise dos destroços e a verificação de fatores técnicos e operacionais que possam ter contribuído para o acidente.
O governo de Minas Gerais também manifestou pesar pelas mortes e anunciou luto oficial de três dias no estado.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Até a conclusão dos trabalhos, não é possível atribuir uma causa definitiva ao acidente.

