Leilão do pré-sal movimenta R$ 530 milhões e garante sete novas áreas para exploração
Áreas arrematadas devem receber investimentos mínimos de R$ 778,43 milhões; número de blocos sob regime de partilha sobe de 13 para 22.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta quarta-feira (7) o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, com a concessão de sete dos 13 blocos de petróleo e gás natural oferecidos no pré-sal. As áreas arrematadas geraram R$ 530,47 milhões em bônus de assinatura e devem receber, na primeira fase dos contratos, investimentos mínimos de R$ 778,43 milhões.
O resultado é considerado o maior número de blocos arrematados em um único ciclo da Oferta Permanente de Partilha desde o início do modelo. Até então, o recorde havia sido registrado em 2025, quando cinco áreas foram concedidas. Com o novo leilão, o número de blocos exploratórios sob o regime de partilha passou de 13 para 22.
As áreas foram disputadas por seis empresas, todas vencedoras. A Petrobras ficou com dois blocos: Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos. A estatal apresentou propostas para operar sozinha as duas áreas.
A Prio Forte arrematou os blocos Magnetita e Hematita, ambos na Bacia de Campos, também como operadora. O bloco Jade, na Bacia de Santos, foi adquirido por um consórcio formado pela chinesa CNOOC Petroleum, com participação de 70%, e pela Sinopec, com 30%.
A Equinor Brasil ficou com o bloco Rubi, na Bacia de Santos, enquanto o bloco Rodocrosita foi arrematado em parceria com a Galp Energia Brasil. No consórcio, a Equinor terá 70% de participação.
8Diferentemente de leilões tradicionais em que o bônus pode ser utilizado como um dos principais critérios de disputa, na Oferta Permanente de Partilha o valor do bônus é definido previamente no edital. A competição ocorre principalmente pelo percentual do excedente de petróleo e gás que será destinado à União.
Todos os sete blocos receberam ofertas acima do percentual mínimo estabelecido pela ANP. O ágio médio alcançou 108,38%. O maior resultado foi registrado no bloco Rodocrosita, com ágio de 494,64%.
Pelo regime de partilha, as empresas vencedoras podem recuperar os custos de exploração e produção por meio do chamado "custo em óleo". Depois dessa etapa, o excedente da produção é dividido entre a União e as empresas contratadas. O percentual destinado ao governo é definido a partir das propostas apresentadas no leilão.
Apesar da procura pelas áreas vencedoras, seis dos 13 blocos colocados à disposição não receberam propostas. Ficaram sem interessados os blocos Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita.
Com o resultado, a área exploratória sob o regime de partilha aumentará 58%, passando de aproximadamente 24,8 mil quilômetros quadrados para 39,2 mil quilômetros quadrados, segundo a ANP.
As empresas vencedoras ainda precisam cumprir etapas administrativas, incluindo a apresentação de documentos e o pagamento dos bônus de assinatura. A assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027.
O leilão faz parte da estratégia brasileira de ampliar a exploração de petróleo e gás em áreas consideradas estratégicas. Na mesma quarta-feira, a ANP também programou o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com áreas localizadas fora do regime de partilha do pré-sal.

