Operação Mercador Investiga Esquema De Armas De R$ 100 Milhões
Polícia Civil cumpriu mandados em 56 endereços e apura o uso de documentos falsificados para obter registros de CAC e movimentações superiores a R$ 100 milhões.

A Polícia Civil prendeu quatro pessoas nesta terça-feira, 29 de setembro, durante a Operação Mercador, que investiga uma organização suspeita de comercializar ilegalmente armas e movimentar mais de R$ 100 milhões. As diligências foram realizadas em 56 endereços no Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul.
A operação também foi realizada no Rio em municípios como Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, além da Barra da Tijuca. De acordo com a TMC, a ação é conduzida pela Draco e pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, em conjunto com a Polícia Civil da Bahia. Até o momento, duas prisões ocorreram no Rio e outras duas na Bahia.
Grupo Teria Falsificado Documentos Para Obter Registros CAC
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam documentos falsificados para conseguir registros como Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs). Entre os documentos supostamente adulterados estavam laudos psicológicos, comprovantes de residência e informações relacionadas a vínculos empregatícios. O UOL também informou que intermediários teriam participado da emissão dos certificados utilizados pelos investigados.
A suspeita da Polícia Civil é de que armas adquiridas formalmente por meio desse mecanismo fossem posteriormente desviadas para o mercado clandestino. Entre os armamentos rastreados estão pistolas, carabinas e fuzis de diferentes calibres. Parte deles, segundo a investigação, teria chegado às mãos de integrantes de organizações criminosas.
Investigação Também Analisa Movimentações Financeiras
Além da circulação de armas, os investigadores apuram possíveis irregularidades financeiras envolvendo empresas ligadas aos suspeitos. Relatórios analisados no inquérito identificaram movimentações consideradas incompatíveis com as atividades declaradas, com valores superiores a R$ 100 milhões.
A Polícia Civil informou que a organização teria dividido funções relacionadas à compra, circulação e comercialização dos armamentos. A investigação continua analisando documentos, transações financeiras e o destino das armas que teriam sido desviadas.
O UOL ressaltou que os envolvidos permanecem sob investigação pelos crimes atribuídos pela Polícia Civil e que a responsabilização criminal dependerá do avanço do inquérito e das decisões judiciais.





















