Brasil Mantém Segundo Lugar Em Inovação Na América Latina
Ranking da OMPI destaca ciência, empreendedorismo, ativos intangíveis e o tamanho do mercado brasileiro, mas aponta limitações na conversão desses recursos em ganhos econômicos.
O Brasil manteve uma posição de destaque no cenário regional de inovação em 2026. Segundo o Índice Global de Inovação (GII) 2026, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o país ocupa a 53ª posição entre as economias avaliadas no mundo e aparece em segundo lugar entre os países da América Latina e do Caribe, atrás do Chile.
O resultado coloca o Brasil entre os principais polos de inovação da região e reflete um conjunto de capacidades desenvolvidas em diferentes áreas. A OMPI destaca, entre os pontos fortes brasileiros, o desempenho em ciência, empreendedorismo, ativos intangíveis e tamanho de mercado.
Ciência E Empreendedorismo Entre Os Destaques
De acordo com o índice, a capacidade científica e empresarial está entre os elementos que contribuem para o desempenho brasileiro. O país também apresenta vantagens relacionadas aos seus ativos intangíveis, categoria que integra diferentes aspectos associados à capacidade de gerar e utilizar conhecimento e inovação.
Outro fator destacado pela OMPI é o tamanho do mercado brasileiro. A dimensão da economia representa uma característica relevante dentro da avaliação, ao oferecer condições para a criação, desenvolvimento e adoção de produtos, serviços e soluções inovadoras.
Esses elementos ajudam a explicar a posição do Brasil no ranking global e sua permanência entre os países latino-americanos com melhor desempenho no índice.
Desafio Está Em Transformar Capacidade Em Produtividade
Apesar das fortalezas identificadas, o relatório também aponta desafios. Entre eles está a dificuldade de transformar as capacidades existentes em ganhos maiores de produtividade.
A avaliação mostra, portanto, que o desempenho em inovação não depende apenas da existência de recursos científicos, empreendedores ou de um mercado amplo. A capacidade de converter esses elementos em resultados econômicos e aumento de produtividade continua sendo um aspecto relevante para o Brasil.
O resultado de 2026 mantém o país em uma posição importante dentro do panorama regional, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de avançar na transformação de suas capacidades de inovação em resultados mais amplos para a economia.
O Índice Global de Inovação 2026 oferece, assim, um retrato do posicionamento brasileiro no cenário internacional e aponta tanto os recursos que sustentam sua competitividade em inovação quanto os desafios ainda existentes para aproveitar plenamente esse potencial.


