Erika Hilton é reeleita
Erika Hilton é reeleita e se torna a mulher trans mais votada da história da Câmara dos Deputados Bruno Spada / Câmara dos Deputados/IBTimes Brasil

Deputada federal pelo PSOL de São Paulo recebeu 1.596.472 votos nas eleições de 2026 e também estabeleceu o maior número de votos já obtido por uma mulher em uma eleição para a Câmara

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 com 1.596.472 votos e passou a ocupar o posto de mulher mais votada da história da Casa. Hilton é uma mulher trans, e o resultado também representa a maior votação já registrada por uma mulher trans em uma eleição para a Câmara dos Deputados. Os dados oficiais da eleição foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto a Agência Câmara confirmou o recorde feminino.

A votação foi registrada no estado de São Paulo, onde Erika Hilton concorreu à reeleição. Com o resultado, ela superou a marca anteriormente registrada por Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos nas eleições de 2018. Segundo a Agência Câmara, Hilton foi a segunda parlamentar do país a ultrapassar a marca de 1 milhão de votos para o cargo de deputada federal.

O número final de 1.596.472 votos consta dos dados eleitorais divulgados após a apuração. Em 2022, quando foi eleita pela primeira vez para a Câmara dos Deputados, Erika Hilton havia recebido 256.903 votos. A nova votação representa, portanto, uma diferença de mais de 1,3 milhão de votos em relação à eleição anterior.

Uma trajetória marcada pela presença de uma mulher trans no Congresso

Erika Hilton integra a atual legislatura da Câmara dos Deputados e exerce o mandato pelo PSOL de São Paulo. A parlamentar também presidiu, em 2026, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, conforme registro oficial da própria Casa.

Sua trajetória parlamentar ocorre em um contexto no qual a presença de pessoas trans em cargos eletivos ganhou visibilidade no cenário político brasileiro. Ao registrar a votação de 2026, veículos de imprensa como a Folha de S.Paulo e o UOL identificaram Hilton como mulher trans e destacaram o recorde obtido na eleição para a Câmara.

A identificação de Erika Hilton como mulher trans é, portanto, um dado biográfico sobre a parlamentar e pode ser apresentado junto à informação sobre sua votação. O fato não exige uma interpretação sobre o significado político do resultado: o dado objetivo é que uma mulher trans foi eleita novamente para a Câmara e obteve 1.596.472 votos, estabelecendo o recorde feminino mencionado pela Agência Câmara.

O resultado de Erika Hilton também aparece entre as maiores votações individuais já registradas para o cargo de deputado federal. O levantamento publicado pelo UOL após a eleição aponta que os 1.596.472 votos colocaram a parlamentar entre os candidatos que ultrapassaram a marca de 1 milhão de votos em eleições para a Câmara.

A marca anterior entre as mulheres pertencia a Joice Hasselmann, eleita por São Paulo em 2018 com 1.078.666 votos. A diferença entre os dois resultados é de 517.806 votos. A Agência Câmara confirmou que o resultado de Hilton superou aquele recorde.

A eleição também garantiu a permanência de Erika Hilton na Câmara dos Deputados para a próxima legislatura. O cadastro oficial da parlamentar registra sua atuação na Casa e sua filiação ao PSOL de São Paulo, integrante da federação PSOL-Rede.

Resultado registrado pelo TSE

A votação de 2026 foi contabilizada pelo sistema oficial da Justiça Eleitoral. O número de 1.596.472 votos corresponde ao resultado final divulgado para a candidatura de Erika Hilton em São Paulo. A informação sobre o recorde feminino foi posteriormente reproduzida por diferentes veículos de comunicação com base nos dados eleitorais.

O resultado combina, assim, três informações objetivas: Erika Hilton foi reeleita deputada federal por São Paulo; recebeu 1.596.472 votos; e sua votação superou o recorde anterior de uma mulher para a Câmara, estabelecido em 2018. Além disso, por ser uma mulher trans, o resultado também estabelece uma marca inédita de votação para uma mulher trans na Câmara dos Deputados.