Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pronunciamento após
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pronunciamento após o 1º turno das eleições Ricardo Stuckert/g1

Brasília, A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma força-tarefa para as redes sociais na disputa do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O plano passa pela aproximação de jovens parlamentares recém-eleitos e de influenciadores ligados à esquerda. O adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Como parte do plano, Lula deve receber na quarta-feira (7) deputadas federais recém-eleitas, entre elas Ana Elisa (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Segundo o Metrópoles, o presidente marcou duas reuniões com lideranças para esta quarta, em Brasília, para definir estratégias para a disputa de 25 de outubro. Depois delas, Lula se encontrará com jovens eleitos ou com forte atuação nas redes para avaliar o que será feito no ambiente digital. Entre os participantes também está o deputado federal eleito por Minas Gerais Pedro Rousseff.

Reformulação após o primeiro turno

A iniciativa faz parte de uma reformulação da campanha petista após o primeiro turno. O objetivo é aproveitar a experiência de candidatos que tiveram bom desempenho eleitoral e forte alcance nas plataformas digitais. O PT debate mudanças e busca ideias em quadros que se saíram bem na primeira etapa. A discussão deve se concentrar em transformar engajamento digital em mobilização eleitoral, segundo a apuração.

Paulo Okamotto, um dos coordenadores da campanha, afirmou que o trabalho com influenciadores de esquerda será intensificado no segundo turno. Em reunião com aliados após o primeiro turno, Lula indicou que pretende produzir mais vídeos para as redes. A direção do partido quer combinar a mobilização presencial com uma atuação mais intensa na internet, sobretudo entre o público jovem.

Papel de Janones

Outra frente de articulação é liderada pelo deputado André Janones. Segundo o site O Brasilianista, ele diz que deve se encontrar com Lula nesta quarta para discutir a campanha digital. Em canal no WhatsApp, Janones afirmou que a "missão inicial" é criar um "comando unificado de redes sociais" e que enviará orientações até 25 de outubro.

O parlamentar já havia coordenado, no segundo turno de 2022, a mobilização de influenciadores favoráveis a Lula. Naquela eleição, a maior parte desses influenciadores não tinha ligação direta com a campanha petista, mas apoiava o candidato e tinha base de seguidores relevante.

Disputa por comando digital

A estratégia nas redes já vinha causando atritos nos bastidores. Antes da campanha, aliados de Lula disputavam influência no comando da estratégia digital. O ministro Sidônio Palmeira, da Secom, não teria o controle do perfil do presidente, que tem 14,7 milhões de seguidores e é a principal forma de comunicação do petista no ambiente digital. Sidônio negou que houvesse disputa.

A campanha de Lula não detalhou, até a publicação desta reportagem, quem integrará formalmente a força-tarefa, como será a coordenação entre os grupos nem quais plataformas serão priorizadas. A expectativa é que as definições saiam dos encontros desta quarta.