O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esquerda; o senador Flávio Bolsonaro (PL), à direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esquerda; o senador Flávio Bolsonaro (PL), à direita Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (24), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre os dois está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, em um cenário que analistas descrevem como tecnicamente empatado na reta final da campanha.

O levantamento foi realizado entre terça-feira (22) e quarta-feira (23) desta semana, com 2.002 eleitores entrevistados em todo o território brasileiro, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026. O nível de confiança do estudo é de 95%, padrão utilizado nesse tipo de levantamento no Brasil.

No cenário de primeiro turno, a mesma pesquisa aponta Lula com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro, ambos representando seus respectivos partidos, PT e PL. Em comparação com a pesquisa anterior do instituto, Lula oscilou positivamente um ponto, passando de 39% para 40%, enquanto Flávio permaneceu estável em 36%.

No cenário de segundo turno, também houve uma pequena alteração: o resultado passou de 46% a 44% na pesquisa anterior para 47% a 45% na atual, o que representa um pequeno avanço de Lula, sem alterar o empate técnico entre os dois. Os dados mostram que a disputa presidencial chega às últimas semanas com forte polarização concentrada nas duas principais candidaturas, do PT e do PL.

Nesta quinta-feira, enquanto a pesquisa era divulgada, Lula esteve no município de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, onde participou de um comício e de uma caminhada ao lado de eleitores e lideranças políticas fluminenses. Entre os participantes estavam o candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes, e a candidata ao Senado Benedita da Silva, em uma atividade de campanha voltada a consolidar o apoio ao presidente em um dos estados considerados estratégicos na disputa.

A proximidade entre os dois candidatos no cenário de segundo turno reforça a expectativa de uma campanha acirrada até o encerramento da votação, marcado para 4 de outubro. Com os números dentro da margem de erro, nenhum dos dois principais candidatos apresenta, neste momento, vantagem estatisticamente significativa sobre o outro, mantendo aberta a incerteza sobre o resultado final da disputa presidencial brasileira.