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O setor de serviços no Brasil recuou 0,1% em agosto, segundo o IBGE IA Canva

O volume de serviços no Brasil caiu 0,1% em agosto de 2026, na comparação com julho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 14 de outubro. Apesar da retração mensal, o setor registrou crescimento de 0,6% em relação a agosto de 2025 e acumulou expansão de 1,7% nos oito primeiros meses deste ano.

O resultado interrompeu uma sequência de estabilidade e avanço moderado observada nos meses anteriores. Em julho, o volume de serviços permaneceu estável, enquanto junho havia registrado alta de 0,1%, conforme os dados do instituto.

Três segmentos registram queda

A retração de agosto foi acompanhada por três das cinco atividades analisadas pelo IBGE. O grupo de outros serviços apresentou a maior queda mensal, de 1%. Os segmentos de transportes e de serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,2% cada.

Em sentido contrário, os serviços prestados às famílias cresceram 2,1% em agosto, registrando o segundo avanço consecutivo e acumulando ganho de 2,9% nesse período. A categoria inclui atividades relacionadas ao atendimento direto aos consumidores, como restaurantes e serviços de alimentação.

Já o segmento de informação e comunicação permaneceu estável na comparação com julho. Entretanto, na comparação anual, essa atividade se destacou positivamente, com crescimento de 4,3% em relação a agosto de 2025, segundo os dados divulgados pelo IBGE.

Atividade permanece acima do nível pré-pandemia

Apesar da variação negativa no mês, o volume de serviços brasileiro continua em um patamar superior ao registrado antes da pandemia de Covid-19. Em agosto, o indicador ficou 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020, referência utilizada pelo instituto para essa comparação.

O resultado também deixou o setor apenas 0,3% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Esses indicadores mostram que, mesmo com a oscilação mensal, a atividade permanece próxima do recorde registrado no ano anterior.

Outro dado positivo foi o desempenho do turismo. O índice de atividades turísticas, calculado separadamente dos cinco segmentos principais da pesquisa, avançou 2,5% entre julho e agosto. Foi o segundo resultado mensal positivo consecutivo, com ganho acumulado de 5,5% no período.

A receita nominal do setor de serviços também apresentou crescimento. De acordo com o IBGE, houve alta de 0,2% em relação a julho e de 6,1% na comparação com agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, o avanço chegou a 7,4%.

Os resultados de agosto mostram comportamentos distintos entre os segmentos da economia de serviços: enquanto algumas atividades perderam volume, outras mantiveram o crescimento. O desempenho dos próximos meses ajudará a avaliar a continuidade da expansão do setor ao longo de 2026.