Diesel
O Ministério da Fazenda manteve em R$ 2,12 por litro o subsídio ao diesel DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images

Uma portaria para evitar corte no benefício

O Ministério da Fazenda decidiu manter em R$ 2,12 por litro o valor da subvenção ao óleo diesel, medida que passa a valer a partir deste domingo (27), segundo informou o portal BRA 1. A decisão foi formalizada na última sexta-feira (25), em edição extra do Diário Oficial da União, por meio da Portaria nº 2.946, com o objetivo de impedir que o benefício caísse automaticamente após o vencimento da Medida Provisória nº 1.363/2026, previsto para o sábado (26).

Volatilidade do petróleo motiva a manutenção

De acordo com o Portal Gilberto Silva, a continuidade da subvenção está diretamente ligada à instabilidade persistente dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. Com o fim da vigência da MP 1.363/2026 em 26 de setembro, o ministério ajustou a norma para que, a partir do dia seguinte, o valor de R$ 2,12 por litro passasse a ser fixado de forma integral. Na prática, o valor pago hoje ao consumidor não sofre alteração neste momento de transição regulatória.

Como surgiu a subvenção

O histórico apresentado pelo ministério, também citado pelo BRA 1, mostra que a subvenção ao diesel nasceu com um valor bem menor: R$ 1,12 por litro. O reforço veio depois, diante da piora do cenário externo, quando a MP nº 1.391 passou a autorizar o Ministério da Fazenda a definir por ato próprio o valor do benefício. Com base nessa autorização, a pasta estabeleceu uma subvenção adicional de R$ 1 por litro, o que elevou o total para os atuais R$ 2,12.

Sem aumento, apenas continuidade

O Ministério da Fazenda fez questão de esclarecer, conforme reproduziu o Portal Gilberto Silva, que a nova portaria não representa um reforço no valor pago atualmente. O propósito é apenas garantir que o patamar já praticado se mantenha diante da instabilidade externa, sem qualquer elevação adicional do benefício. Dessa forma, o subsídio segue funcionando como uma espécie de amortecedor diante das oscilações do mercado internacional de petróleo, que impactam diretamente o preço final pago pelos consumidores e pelo setor de transporte no país. Com a manutenção do valor, o governo busca dar previsibilidade ao mercado justamente no momento em que a medida provisória que sustentava o benefício deixava de ter validade, evitando um reajuste brusco no início da nova semana.