Brasil garante presença em cinco finais no Mundial de Ginástica e mantém vivo o sonho olímpico
Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira ajudam a seleção a avançar em Roterdã, em competição que também abre o caminho para Los Angeles 2028.

A seleção brasileira feminina de ginástica artística começou com destaque sua participação no Campeonato Mundial de 2026, realizado em Roterdã, nos Países Baixos. Nesta segunda-feira (19), Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira garantiram vagas em decisões da competição, que também marca o início da disputa por classificações para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O Brasil assegurou presença em cinco finais: por equipes, salto, trave de equilíbrio e individual geral. O resultado reforça a posição do país entre as principais forças da modalidade e amplia as expectativas para as próximas etapas do campeonato.
O principal destaque da classificatória foi Rebeca Andrade, campeã olímpica e maior medalhista olímpica brasileira, com seis medalhas conquistadas ao longo de sua carreira. A ginasta obteve a melhor média do dia no salto sobre a mesa, com 14,533 pontos, garantindo a liderança da prova e sua classificação para a final do aparelho.
A participação de Rebeca também foi decisiva para a equipe brasileira. Com uma apresentação de alto nível no salto, ela contribuiu para que o país alcançasse a classificação para a final por equipes, depois de uma disputa apertada pelas últimas vagas. A seleção terminou a fase classificatória na oitava posição, com 159,131 pontos, assegurando o último lugar disponível na decisão.
Flávia Saraiva também teve atuação importante. Na trave de equilíbrio, conquistou 14,400 pontos, a terceira melhor nota da classificatória, e avançou à final do aparelho. Além disso, terminou na 12ª colocação do individual geral, com 53,566 pontos. A prova reúne os resultados obtidos nos quatro aparelhos femininos: salto, barras assimétricas, trave e solo.
Já Lorrane Oliveira garantiu presença na decisão do individual geral ao terminar a classificatória na 24ª posição, com 52,165 pontos. A ginasta completou a lista das 24 atletas classificadas para a disputa, mantendo o Brasil representado por duas competidoras nessa final.
A equipe brasileira conta ainda com Thaís Fidelis e Sophia Weisberg, enquanto Gabriela Bouças integra o grupo como reserva. A classificação coletiva demonstra a importância da regularidade nos diferentes aparelhos, já que a pontuação final depende do desempenho das ginastas escaladas em cada prova.
O retorno de Rebeca Andrade ao Mundial também representa um momento relevante em sua trajetória esportiva. Após ficar fora da edição de 2025 para priorizar a recuperação física e o bem-estar, a atleta voltou a competir internacionalmente em 2026 e agora busca novas medalhas em uma competição que reúne algumas das melhores ginastas do mundo.
Caminho para Los Angeles 2028
Além da disputa por medalhas, o Mundial tem importância estratégica para o ciclo olímpico. A competição distribui vagas para os Jogos de Los Angeles 2028, e as três melhores equipes de cada gênero garantem classificação olímpica para seus respectivos países. Ao avançar à final por equipes em Roterdã, o Brasil também assegurou participação no Mundial de 2027, outra etapa importante na busca pela vaga olímpica.
A seleção masculina brasileira, por sua vez, encerrou sua participação na fase classificatória sem avançar às finais por equipes, individual geral ou aparelhos. Diogo Soares foi o melhor brasileiro no individual geral, terminando na 36ª posição. A equipe também sofreu um revés com a lesão de Arthur Nory, que precisou de atendimento médico após uma queda durante sua apresentação na barra fixa.
As finais femininas começam na quarta-feira (21), com a disputa por equipes, prevista para as 14h30, no horário de Brasília. A decisão do individual geral será realizada na sexta-feira (23), também às 14h30. As finais por aparelhos estão programadas para sábado (24) e domingo (25).
Com cinco classificações, o Brasil chega à etapa decisiva com oportunidades de disputar medalhas em diferentes categorias. O desempenho de Rebeca, Flávia e Lorrane mantém as expectativas elevadas para a ginástica artística brasileira, que busca consolidar seus resultados internacionais e chegar competitiva aos próximos Jogos Olímpicos.

