Manifestação estudantil ocupa a Esplanada em Brasília com pautas sobre democracia e direitos sociais
Mobilização na Esplanada dos Ministérios também pediu mais investimentos no ensino público e melhores condições de trabalho

Milhares de estudantes, trabalhadores e representantes de movimentos sociais participaram nesta terça-feira (13) de uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em defesa da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Os participantes também defenderam o fim da escala de trabalho 6x1, o fortalecimento da educação pública e a preservação da democracia.
A mobilização ocorreu durante a intensificação das atividades políticas que antecedem o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. O ato reuniu apoiadores do governo federal e integrantes de organizações estudantis e movimentos sociais, que levaram bandeiras e cartazes com reivindicações relacionadas aos direitos trabalhistas, aos serviços públicos e à participação política.
A manifestação na capital federal faz parte de uma sequência de mobilizações realizadas em diferentes regiões do país durante a semana. As atividades foram impulsionadas por entidades estudantis, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), que declarou apoio à candidatura de Lula no segundo turno e convocou estudantes a participar de atos, assembleias e ações de mobilização em universidades e espaços públicos.
Entre as principais reivindicações estava o fim da escala 6x1, modelo de jornada no qual o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e tem um dia de descanso. Os manifestantes defenderam a ampliação do tempo de repouso semanal e a melhoria das condições de trabalho. A proposta também integra o debate nacional sobre a redução da jornada, com discussões sobre seus efeitos para os trabalhadores e para as empresas.
A educação pública foi outro tema central do protesto. Os participantes defenderam investimentos nas universidades e nas instituições de ensino, além da manutenção de programas de assistência estudantil que ajudam jovens a permanecer na escola e concluir a formação acadêmica. A pauta inclui a ampliação do acesso ao ensino superior e melhores condições para estudantes de diferentes realidades socioeconômicas.
A defesa da democracia também esteve entre as bandeiras levantadas durante o ato. Representantes do movimento estudantil associaram a participação nas ruas à importância de discutir os rumos do país e de mobilizar a juventude diante das escolhas eleitorais. As manifestações integram a estratégia de organizações que procuram ampliar o diálogo com a população durante a campanha presidencial.

