Lula envia ao Congresso projeto que pune empresa corruptora
O governo envia nesta segunda-feira ao Congresso um projeto de lei que aumenta as penas a empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública nacional e estrangeira.
A iniciativa do Executivo ocorre em meio a um escândalo de corrupção protagonizado pelo partido Democratas no Distrito Federal, em que o governador José Roberto Arruda e parlamentares são acusados de receber propina de empresas fornecedoras do DF.
O projeto prevê punição para as empresas que fraudarem licitações ou pagarem propinas a servidores públicos.
Dependendo da irregularidade praticada, a proposta estabelece multa de 1 por cento a 30 por cento do faturamento bruto, impedimento de receber benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades ou até a extinção da empresa corruptora.
Atualmente, as sanções são mais brandas. A empresa flagrada pode ser declarada inidônea, o que a proíbe de participar de licitação e manter contratos com o setor público, além de receber uma multa que não chega a lesar o seu patrimônio.
O projeto também impede que novas companhias criadas por empresários autuados ou empresas dessas pessoas em nome de terceiros, os chamados "laranjas", assinem contratos com a administração pública.
Segundo o governo, o projeto tenta também atender a compromissos assumidos pelo Brasil em convenções contra a corrupção no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Consultada, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) informou que não comentará o assunto. Na Confederação Nacional da Indústria (CNI) não havia alguém imediatamente disponível para falar sobre o tema.
Por meio de nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, elogiou a proposta.
"Servirá para enfrentar essa relação, muitas vezes espúria, entre o poder público e as empreiteiras. Na corrupção há sempre dois sujeitos: o que é corrompido e aquele que corrompe. É fundamental que haja punição efetiva nas duas pontas", disse.
"É preciso que se tenha a clara percepção de que o que é público deve ser preservado e revertido a todos e não ser a mera extensão de interesses privados."
- 1 Lucro do Itaú no 1o tri avança 7,5%, para R$2,04 bi
- 2 Balança melhora em abril mas mantém queda sobre 2007
- 3 Ruralistas argentinos restringirão comércio após trégua
- 4 Bolsas européias têm 3a semana consecutiva de alta
- 5 S&P quer mais esforço fiscal e expansão para upgrade
- 6 Fed aumenta operações para injetar liquidez no mercado
- 7 EUA perdem empregos em abril, mas menos que o esperado
- 1 Lula minimiza turbulência e diz que economia aguentará trancos
- 2 Eficiência operacional da Varig volta a cair em maio
- 3 CVM permite retomar negócios com ação da Arcelor na quarta-feira
- 4 Rio Tinto acerta reajuste de 19% do minério com a China
- 5 Samsung desenvolve chip de memória flash de 8 gigabytes
- 6 Dólar cai e tem menor fechamento em 9 anos antes de Copom
- 7 Plosser, do Fed, diz que cortes de juros ajudarão economia
- 1 Saúde de Mubarak melhora após cirurgia na Alemanha
- 2 Irã espera que China resista a pressão por sanções
- 3 Índia aceita associar-se ao Acordo de Copenhague
- 4 Biden reafirma compromisso dos EUA com segurança de Israel
- 5 Ex-presidente Khatami é proibido de deixar Irã--mídia
- 6 Sunitas vão às urnas reivindicar voz na política iraquiana
- 7 Nigéria é pressionada a pôr fim à impunidade após massacre
|
|





















