Agassi pede compaixão de críticos após revelação sobre drogas
Envolto numa grande polêmica depois de ter confessado que usou metanfetamina, o ex-tenista André Agassi pediu compaixão a seus críticos em uma entrevista à televisão que provavelmente irá ao ar no domingo nos Estados Unidos.
Durante a entrevista ao programa 60 Minutes, trechos dos quais foram divulgados na quinta-feira, Agassi falou de sua biografia explosiva, "Open", na qual admitiu ter usado a droga recreativa e falou de sua batalha contra a depressão.
Em dado momento, o ex-número 1 do tênis mundial fica emotivo quando a entrevistadora pede que ele responda a uma crítica feita pela ex-jogadora Martina Navratilova, que o comparou ao jogador de beisebol Roger Clemens, que enfrenta alegações de doping.
"Sim, isso é tudo o que você não quer ouvir", disse Agassi à entrevistadora Katie Couric. "Mas ao lado disso, espero que haja alguma compaixão, porque talvez essa pessoa não precise de condenação. Talvez essa pessoa precise de um pouco de ajuda."
"Porque aquilo foi em uma fase de minha vida em que eu precisava de ajuda."
No livro, Agassi relata com franqueza que foi apresentado à droga em 1997 e descreve o momento em que foi informado de que tinha sido reprovado em um exame de doping. Mais tarde ele mentiu à ATP, o organismo que rege o tênis masculino, e escapou de ser proibido de jogar.
Apesar das reações fortemente negativas suscitadas por sua revelação, Agassi disse que não lamenta ter trazido à tona seu consumo de drogas, mesmo que isso acabe por lhe custar seu lugar no Hall da Fama do Tênis.
"Não sei quais serão as consequências. Eu tinha muito mais a perder se contasse essa história com transparência total do que tinha a ganhar", disse Agassi a Couric.
"O preço que acompanha isso é o preço que assumi, e estou bem com isso. A parte com que me preocupo e em que penso mais diz respeito a quem isso (sua confissão) pode ajudar."
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