Morgan Stanley
Brasil | 7 de Novembro, 2009
Mundo
Todos IBTimes

Zelaya não voltará ao poder, diz governo interino de Honduras

Por Anahí Rama
Tamanho da Fonte:
1 de Julho, 2009 @ 5:51 PM BRT

O governo interino de Honduras que se instalou após a destituição de Manuel Zelaya buscou nesta quarta-feira ganhar legitimidade e afirmou que o presidente deposto não voltará ao poder se retornar ao país.

Zelaya
Soldados fazem barricada em frente ao palácio presidencial em Tegucigalpa. Presidente interino de Honduras diz que líder deposto não retornará ao poder. REUTERS/Henry Romero
Article Tags
aacute atilde diz governo honduras interino poder voltar zelaya

Enrique Ortez, ministro das Relações Exteriores do governo interino que assumiu após o golpe de Estado, disse à Reuters que Zelaya será detido mesmo se voltar a Honduras acompanhado de líderes latino-americanos.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) uniu-se ao coro mundial de condenação ao golpe e deu um ultimato de 72 horas ao governo interino para que garanta o "retorno imediato, seguro e incondicional do presidente a suas funções constitucionais."

"Se essas iniciativas não prosperarem num prazo de 72 horas, a Assembléia Geral Extraordinária aplicará imediatamente o artigo 21 da Carta Democrática Interamericana para suspender Honduras", disse o organismo em uma resolução aprovada nesta quarta-feira.

Mas Ortez afirmou: "Enquanto nós estivermos, não há a mínima, não há a mais remota possibilidade de um governo que desacatou as ordens judiciais voltar ao poder. A soberania não se negocia, nós não estamos negociando absolutamente nada."

Zelaya, que havia dito que voltaria na quinta-feira a Honduras, adiou o regresso ao país ao menos até o fim de semana, para esperar o fim do prazo dado pela OEA.

O presidente deposto viajou de Washington, onde participou da reunião da OEA, ao Panamá para assistir à posse do novo mandatário do país, Ricardo Martinelli.

Militares retiraram Zelaya de sua casa no domingo sob a mira de fuzis e o obrigaram a sair do país e ir para a Costa Rica, num momento em que promovia uma consulta popular que abriria o caminho para a reeleição presidencial, considerada inconstitucional pelos tribunais e pelos partidos políticos.

"Temos fé em Deus de que vamos recuperar a confiança desses países que têm sido cooperantes", disse o chefe interino do país, Roberto Micheletti, a jornalistas na tarde de terça-feira, preocupado com a possibilidade de sanções ao empobrecido país da América Central.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza disse que quer acompanhar Zelaya em seu regresso a Honduras, junto com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o mandatário do Equador, Rafael Correa, embora as autoridades do governo interino tenham dito que Zelaya será preso quando chegar ao país.

IBTimes RSS
E-Boletins informativos: Insira seu e-mail para receber noticias e opiniões
 
Publicidade
Notícias em destaque Mundo
Publicidade