GM defende em audiência autorização de venda de ativos à nova GM
A única opção viável para salvar a General Motors é a venda dos seus principais ativos para a "Nova GM", afirmou uma autoridade do Tesouro norte-americano nesta quarta-feira, conforme a montadora busca autorização para a operação.
A GM está no segundo dia de audiência em uma corte de falências em Manhattan, na qual a montadora solicita ao juiz Robert Gerber que autorize a venda dos ativos, apenas um mês após ter entrado em concordata.
No início da audiência, advogados de um grupo de credores dissidentes pediu ao conselheiro de reestruturação da GM, Bill Repko, do banco de investimento Evercore, e a Harry Wilson, membro sênior da força-tarefa do governo dos Estados Unidos, se a GM poderia prosseguir com uma reorganização tradicional em vez de uma venda apressada de seus ativos à "Nova GM".
"Havia um diálogo constante sobre nossas opções", disse Wilson, descrevendo como o governo concluiu que uma venda é o "único caminho viável para a companhia".
Ele acrescentou que o governo quer que a GM permaneça em concordata por apenas 30 a 40 dias. Washington estabeleceu 10 de julho como prazo limite para fechar a venda dos principais ativos da companhia.
Uma venda bem sucedida marcaria a segunda grande vitória da força-tarefa do governo de Barack Obama, que no começo de junho atuou como intermediário na venda da Chrysler a um grupo liderado pela Fiat.
Se o acordo da GM for aprovado, a companhia conseguirá vender os melhores ativos, incluindo a Chevrolet e a Cadillac, sob a seção 363 do código de recuperação judicial, para a "Nova GM", enquanto o Tesouro dos EUA fornecerá 60 bilhões de dólares em financiamento.
Com o plano apoiado pelo governo, o grupo sindical United Auto Workers ganhará uma fatia de 17,5 por cento na Nova GM, o governo canadense ficará com 12 por cento e os credores da montadora devem assumir 10 por cento.
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