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Brasil | 7 de Novembro, 2009
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Luta por sobrevivência mantém mercado de fusões aquecido em 2009

Por Aluísio Alves
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5 de Fevereiro, 2009 @ 2:11 PM BRT

Seja por carência de liquidez num momento de Luta por sobrevivência mantém mercado de fusões aquecido em 2009 escassez de crédito ou para enfrentar a abrupta desaceleração em setores que estavam crescendo a toda velocidade, a luta pela sobrevivência vai manter aquecido o mercado de fusões e aquisições em 2009, segundo a Anbid.

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Foto de arquivo de notas da moeda brasileira, o Real. (AP Foto de arquivo)
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"A expectativa é de mais concentração em setores como o financeiro, de construção civil e de agronegócio", disse Carolina Lacerda, coordenadora da subcomissão de fusões e aquisições da entidade, a jornalistas nesta quinta-feira.

Mesmo depois de um ano de intensa consolidação, o setor financeiro deve voltar a ser um dos líderes em fusões, segundo a Anbid, contrariando a avaliação do presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, que na última segunda-feira disse não ver mais espaço para grandes operações de bancos no país.

"Ainda vemos espaço para consolidação", disse ela, acrescentando que as compras e fusões no setor devem incluir transações de corretoras de valores e seguradoras.

Em 2008, o setor financeiro respondeu por 35,7 por cento dos 100,4 bilhões de reais em fusões envolvendo empresas brasileiras, com destaque para a união entre BM&F e Bovespa. A Anbid não computou a fusão entre Itaú e Unibanco, que ainda não foi aprovada pelo Banco Central.

No agronegócio, a escassez de recursos motivada por receitas menores, devido à forte queda nos preços de commodities deve ser a motriz para mais consolidação, de acordo com a representante da Anbid.

Já o ramo imobiliário, que no ano passado já teve operações como a compra de 60 por cento da Tenda pela Gafisa e a compra da BR Brokers Abyara, vai ser pressionado pela forte desaceleração no ritmo de financiamento para a compra de imóveis, segundo a Anbid, o que já levou diversas companhias a congelar planos de expansão em 2009.

Na ponta compradora, os principais candidatos à compra de controle ou de participações em empresas são os fundos de private equity, que estão fortemente capitalizados.

Porém, mesmo com a expectativa de reabertura da oferta de crédito no segundo semestre, a Anbid já tem como certo que os anúncios de novas fusões em 2009 tendem a ser menores do que no ano passado, devido à escassez de recursos, nos bancos e no mercado de capitais, para financiar essas operações.

"É inevitável pensar numa redução de volumes para este ano", afirmou Carolina.

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