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Brasil | 17 de Março, 2010
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Mantega defende inflação no centro da meta, não abaixo

Por Isabel Versiani
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14 de Março, 2007 @ 11:57 AM BRT

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta terça-feira que o Banco Central evite deixar a inflação abaixo do centro da meta novamente em 2007. O presidente do BC, Henrique Meirelles, reagiu e disse que, como todos os bancos centrais do mundo, o do Brasil mira a meta central.

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"O Banco Central tem que cumprir sim a meta de 4,5 por cento. O centro da meta é 4,5 por cento, não é outro. Isso é determinado ao Banco Central e ele vai perseguir essa meta de modo que isso possibilite crescimento econômico", afirmou o ministro durante audiência pública no Senado.

"O BC não cumpriu o centro da meta em 2006, mas tenho certeza de que vai cumprir o centro da meta (este ano)", acrescentou o ministro a jornalistas ao deixar o Congresso.

No ano passado, o IPCA, que baliza o sistema de metas do país, registrou alta de 3,14 por cento, abaixo do centro da meta, de 4,5 por cento.

O resultado gerou críticas --de políticos, empresários e sindicalistas-- de que o Banco Central teria sido excessivamente conservador. A economia cresceu apenas 2,9 por cento no ano passado, abaixo da maioria dos emergentes.

Segundo Mantega, há razões para que a inflação fique no centro da meta este ano, e não abaixo dele. Ele citou que a economia está crescendo mais, o que acaba impulsionando um pouco a inflação, e que haverá "estabilização ou alguma valorização" do dólar. "O câmbio não será um fator antiinflacionário", disse.

"O BC ainda poderá nos entregar tranquilamente algo como 4,5 (por cento), 5,0 por cento de inflação... que conciliará um crescimento vigoroso", acrescentou o ministro.

"O ideal é inflação igual ao crescimento, então 4,5 por cento (de inflação) e 4,5 por cento (de crescimento) seria ótimo."

JURO REAL

Meirelles comentou as declarações de Mantega após reunir-se com o ministro no encontro semanal dos dois realizado às terças-feiras. "Todo banco central sempre mira o centro da meta", afirmou Meirelles. "É isso que fizemos nos últimos quatro anos."

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