Para OCDE, tudo vai bem na economia mundial
A economia dos Estados Unidos está desacelerando, mas não de forma abrupta, a Europa continua se expandindo e o crescimento do Japão é sólido apesar de alguns desequilíbrios, afirmou nesta terça-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Em uma revisão de suas previsões de curto prazo, a OCDE disse que tudo está dentro do esperado na economia mundial, com a Europa saindo de uma atividade fraca e a Ásia mantendo um bom desempenho, enquanto a economia norte-americana desacelera em direção a um "pouso suave".
"A vida é cheia de surpresas, mas nesse estágio não vemos nenhuma razão imediata para tender para um cenário mais pessimista", disse o economista-chefe da organização, Jean-Philippe Cotis, em entrevista coletiva.
A OCDE prevê um crescimento de 0,5 por cento no primeiro trimestre, ante os últimos três meses de 2006, para o G7 (grupo dos 7 países mais industrializados do mundo), e de 0,6 por cento no segundo trimestre.
Para a zona do euro, a expectativa da OCDE é de um crescimento de 0,6 por cento tanto no primeiro quanto no segundo trimestre de 2007. No caso do Japão, a estimativa é uma expansão de 0,5 nos dois trimestres. Para os Estados Unidos, a organização projeta crescimento de 0,5 por cento e 0,6 por cento, no primeiro e segundo trimestres, respectivamente.
JAPÃO DEVE MANTER JURO BAIXO
A organização, cujos membros são as 30 nações mais industrializadas comprometidas com uma política de livre comércio, disse que o banco central japonês deve manter a taxa de juro inalterada até que esteja seguro de que a deflação foi debelada.
"A única resposta para as autoridades japonesas é que mantenham o juro o mais baixo possível mesmo que isso crie problemas para os mercados financeiros", disse Cotis.
Para Cotis, não há um motivo forte no momento que justifique novas elevações do juro norte-americano, e também não há necessidade aparente de um maior aperto da política monetária da zona do euro.
A OCDE manteve a previsão para a taxa de juro européia --outro aumento de 0,25 ponto percentual no começo de 2008, para uma taxa de 4 por cento-- e Cotis disse que a estimativa será revista em uma nova rodada de previsões da OCDE a ser publicada em maio.
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