IPCA-15 sobe 0,37 % em novembro puxado por alimentos
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu para 0,37 por cento em novembro, influenciada principalmente por maiores custos de alimentos.
O dado, praticamente em linha com a previsão de 0,35 por cento de analistas consultados pela Reuters, não muda as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A maioria dos economistas espera corte da Selic em 0,50 ponto percentual na semana que vem.
Em outubro, o IPCA-15 mostrou alta de 0,29 por cento.
A aceleração da taxa neste mês foi puxada pelos preços de produtos alimentícios --que subiram 1,35 por cento, ante avanço de 0,47 por cento em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
O grupo Alimentação e bebidas foi "responsável por 73 por cento do índice do mês", segundo o IBGE. Carnes, em período de entressafra, e frango foram as principais contribuições individuais para o índice.
"A dinâmica geral da inflação é boa. Alimentação é muito volátil e o Banco Central não olha para isso para tomar suas decisões", comentou Alexandre Lintz, estrategista-chefe do BNP Paribas, lembrando a desaceleração do núcleo do IPCA.
O núcleo por médias aparadas com suavização caiu de 0,32 por cento no IPCA de outubro para 0,27 por cento no IPCA-15 de novembro. Sem suavização, a taxa passou de 0,19 por cento para 0,16 por cento.
O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, também citou a volatilidade do grupo alimentação. "A inflação está concentrada... e, da mesma forma que o BC não acelerou o corte do juro no período de queda forte dos alimentos no início do ano, não deve reagir agora", avaliou.
No ano, o índice acumula alta de 2,60 por cento e, nos últimos 12 meses, de 2,99 por cento.
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