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FMI eleva projeção de expansão da A.Latina por demanda interna

Por Gilbert Le Gras
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14 de Setembro, 2006 @ 9:43 AM BRT

A economia latino-americana deve crescer 4,75 por cento neste ano, acima dos 4,3 anteriormente previstos, graças à forte demanda interna e ao preço elevado das matérias-primas de exportação, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) na quinta-feira.

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Mas a região, que tem a segunda maior reserva mundial de gás e petróleo, não conseguiu, em sua maior parte, aumentar sua produção ou investimentos, apesar de o preço do petróleo bruto ter dobrado nos últimos dois anos, afirmou o Fundo em seu relatório semestral sobre a economia global.

O Brasil, porém, está aproveitando os benefícios de investimentos de longo prazo da Petrobras, que finalmente fizeram com que o país em 2006 se tornasse auto-suficiente em energia.

O PIB brasileiro deve crescer 3,6 por cento neste ano e 4 por cento em 2007, ambas as taxas acima da previsão de abril do Fundo. Já a inflação deve ficar em 4,5 por cento em 2006 e recuar para 4,1 por cento no ano que vem.

Há duas semanas, o Banco Central reduziu a taxa Selic em mais 0,5 ponto percentual, chegando a 14,25 por cento ao ano. Foi o décimo corte consecutivo desde setembro de 2005. A meta central de inflação do BC é de 4,5 por cento em 2007 e 2008.

"Na Argentina, que cresce rapidamente, a política monetária vem sendo gradualmente apertada em reação à inflação de dois dígitos, mas continua tendo uma tendência de expansionista", disse o FMI.

A Argentina deve ter inflação de 12,3 por cento neste ano e de 11,4 por cento em 2007. Já o crescimento deve atingir 8 por cento neste ano e 6 por cento no próximo.

"O uso de contra-medidas regulatórias precisará se apoiar em um novo enrijecimento das políticas macroeconômicas para conter a inflação", afirmou o relatório.

O FMI sugeriu uma "flexibilidade adequada na taxa de câmbio" e alertou que uma intervenção prolongada pode acarretar pesados custos "semifiscais".

O BC argentino costuma comprar dólares para reforçar suas reservas e manter a moeda local fraca, a cerca de 3 pesos por dólar, o que incentiva as exportações. Já a Venezuela adota o câmbio fixo, de 2.150 bolívares por dólar.

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