EUA e Brasil vêem reforma de cotas do FMI pronta até 2008
Autoridades da área de finanças dos Estados Unidos e do Brasil disseram nesta sexta-feira esperar que uma revisão em duas etapas da estrutura de votos do Fundo Monetário Internacional (FMI) seja feita até 2008, segundo comunicado do Tesouro norte-americano.
A redistribuição do peso dos votos seria calculada predominantemente com base no Produto Interno Bruto dos membros do FMI.
O Fundo fez uma proposta para seus 184 membros em abril para uma reformulação das cotas, ou peso dos votos, em que os votos de China, Turquia, Coréia do Sul e México seriam aumentados. Em uma segunda etapa, outras nações sub-representadas seriam contempladas com peso maior.
Nenhum prazo foi divulgado anteriormente para o segundo estágio da reforma.
"As delegações brasileira e norte-americana concordaram em trabalhar juntas para avançar nessas reformas antes da reunião anual (em Cingapura, em setembro)", acrescentou o comunicado.
O subsecretário para Assuntos Internacionais do Tesouro dos EUA, Tim Adams, e o secretário-assistente da mesma área, Clay Lowery, se encontraram com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, Luiz Pereira da Silva, em Washington.
"O primeiro passo, na reunião anual de Cingapura, seria um aumento limitado da cota para um pequeno número de países que, inequivocadamente, estão sub-representados", segundo o comunicado.
"O segundo passo, a ser completado até 2008, deve incluir reformas de maior alcance, incluindo uma fórmula revisada de cotas com o PIB como a variável predominante, uma lista mais ampla de aumentos de cota de mercados emergentes e um aumento nos votos básicos."
Adams e Pereira também reiteraram apoio a um resultado "ambicioso" para as conversas de comércio global. O Grupo pelo Crescimento concordou em se encontrar novamente nos primeiros meses de 2007, informou o comunicado.
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