Mais de 50 mil pessoas compraram ações do BB em oferta pública
Mais de 50 mil pessoas compraram ações do Banco do Brasil na oferta pública feita nesta semana, informou uma fonte que acompanhou a operação. Segundo essa fonte, cerca de 30 mil compraram ações pela primeira vez e perto de 10 mil são funcionários do banco.
Durante anúncio de adesão do BB ao Novo Mercado da Bovespa, feito na sede da bolsa, nesta quarta-feira, o presidente do banco, Rossano Maranhão, disse que não podia confirmar detalhes da oferta, em obediência a restrições da regulamentação do mercado de capitais brasileiro.
Ele afirmou, no entanto, que a demanda de varejo foi forte e que foi toda acomodada na oferta, que envolveu 5,6 por cento do capital do banco.
"Nós buscamos atender toda a demanda de pessoa física", disse Maranhão. "Foi um número substantivo, principalmente considerando que não houve a participação do Fundo de Garantia (do Tempo de Serviço-FGTS)."
O presidente do BB disse também que houve rateio para os investidores institucionais, mas não disse em quanto a demanda total superou a oferta. Foram vendidos 1,976 bilhão de reais na oferta e, até 27 de julho, estimou Maranhão, deve ser vendido o lote suplementar (greenshoe), equivalente a 15 por cento da oferta inicial.
Na terça-feira, uma fonte que acompanhou a operação informou à Reuters que 34 por cento das ações vendidas na oferta ficaram com pessoas físicas. Os 66 por cento restantes foram distribuídos em partes semelhantes entre investidores institucionais do Brasil, Estados Unidos e Europa.
FLOATING
Com a oferta e a subscrição de bônus, que acontece até o próximo mês, Maranhão disse acreditar que a parcela do capital do banco em circulação no mercado vá para entre 14,5 e 15 por cento. Para ingressar no Novo Mercado, nesta quarta, o banco se comprometeu a elevar essa fatia para pelo menos 14 por cento.
Conforme as regras desse ambiente de negociação, que é pautado por critérios mais rigorosos de transparência e respeito a direitos de minoritários, o capital em circulação do BB terá que alcançar 25 por cento em três anos. O presidente do banco disse esperar que uma nova oferta que complemente esse percentual seja feita antes do prazo máximo, mas não deu uma estimativa de tempo.
Maranhão disse, no entanto, que a atual oferta deve bastar para permitir que o banco se livre da "armadilha da liquidez" e se situe entre as instituições financeiras mais negociados em bolsa, a curto prazo.
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