Eficiência operacional da Varig volta a cair em maio
O índice de eficiência operacional da Varig, que enfrenta grave crise financeira e passa por recuperação judicial, continuou a cair em maio. O indicador de pontualidade e regularidade caiu a 55 por cento nos vôos domésticos e a 57 por cento nas rotas internacionais, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgados nesta segunda-feira.
Em janeiro o índice de eficiência operacional da Varig, que mede a pontualidade e a regularidade, estava em 82 por cento nos vôos domésticos e em 78 por cento nos internacionais. De lá para cá ambos vêm caindo mês a mês.
Segundo os dados da Anac, a maior queda entre os indicadores que compõem o dado sobre a eficiência da Varig ocorreu na regularidade no mercado doméstico, o que mostra o cancelamento de vôos pela empresa.
O índice de regularidade de vôos dentro do Brasil caiu em maio a 62 por cento, contra 69 por cento em abril e 96 por cento no primeiro mês deste ano. No caso de vôos internacionais a regularidade ficou em 65 por cento no mês passado, em relação aos 80 por cento de abril e 90 por cento em janeiro.
A Varig vem cancelando vôos devido ao agravamento da situação financeira da empresa. Desde o final da semana passada a assessoria de imprensa da companhia parou de divulgar o número de vôos cancelados, bem como deixou de dar explicações para os cancelamentos.
Há uma semana, a Anac havia divulgado queda da participação de mercado da Varig no mercado interno em maio para 14,4 por cento, ante 16,51 por cento em abril. Na comparação com igual período de 2005, a queda de market share da empresa foi de 12 pontos percentuais. Já as fatias das companhias aéreas TAM e Gol cresceram.
A Varig também ocupou a última colocação entre as principais empresas aéreas do país no quesito ocupação de aeronaves, ficando com índice de 65 por cento no último mês.
A empresa, mais tradicional companhia aérea do país, aguarda decisão da Justiça sobre a sua venda para o consórcio NV Participações, que representa trabalhadores da companhia, por 449 milhões de dólares.
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8a Vara Empresarial do Rio de Janeiro e responsável pela recuperação judicial da Varig, pediu garantias à NV Participações de que tem dinheiro para honrar a aquisição da empresa aérea.
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