Mercado reduz previsão de inflação do ano para 4,36%
As projeções de mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2006 caíram de 4,42% para 4,36% na pesquisa semanal do Banco Central (BC), divulgada nesta manhã. O IPCA é o índice oficial de referência para as metas de inflação do país. Esta foi a quinta queda seguida destas projeções, que estavam em 4,50% há quatro semanas. Com a nova redução, as previsões de IPCA para este ano ficaram ainda mais abaixo da meta central de 4,50%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)para este ano.
Nas projeções das chamadas instituições Top 5 - as que mais acertam as previsões -, as estimativas de IPCA para este ano ficaram estáveis em 4,47% no cenário de médio prazo. Esta foi a segunda semana seguida de estabilidade nestas expectativas. Há quatro semanas, estas previsões de IPCA para o ano estavam em 4,42%.
Para 2007, as estimativas de IPCA permaneceram inalteradas em 4,50% pela 37ª semana consecutiva. O porcentual esperado equivale à meta central fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)para o próximo ano.
As expectativas suavizadas de IPCA 12 meses à frente caíram, por sua vez, de 4,20% para 4,13%. Com isso, foi revertida a elevação dessas projeções ocorrida na semana passada, quando as previsões de IPCA em 12 meses avançaram de 4,17% para 4,20%. Há quatro semanas, essas projeções estavam em 4,25%.
As estimativas de IPCA para abril caíram de 0,30% para 0,25%. Esta foi a quarta redução consecutiva dessas projeções, que estavam em 0,35% há quatro semanas. Para este mês de maio, as previsões de IPCA recuaram de 0,25% para 0,24%. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 0,25%.
As projeções de reajuste de preços administrados este ano ficaram estáveis em 4,50% pela sexta semana consecutiva. Para 2007, as previsões de alta dos administrados aumentaram de 4,25% para 4,45%. Esta foi a terceira alta seguida destas projeções, que estavam em 4,10% há quatro semanas.
As projeções de mercado para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) deste ano caíram de 3% para 2,87%, segundo a pesquisa do BC. Esta foi a 12ª queda consecutiva destas previsões, que estavam em 3,55% há quatro semanas. Para 2007, as estimativas de IGP-M continuaram estáveis em 4,50% pela 23ª semana consecutiva.
As expectativa do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) para este ano caíram, por sua vez, de 2,72% para 2,64%. Esta também foi a 12ª queda seguida destas previsões, que estavam em 3,58% há quatro semanas. Para 2007, as estimativas de IGP-DI continuaram em 4,50% pela 11ª semana consecutiva.
As previsões de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas(Fipe) neste ano caíram 3,96% para 3,74%. Esta foi a segunda queda seguida destas estimativas, que estavam em 4,25% há quatro semanas. Para 2007, as expectativas de mercado para o IPC da Fipe oscilaram de 4,49% para 4,50%.
Selic
As projeções de mercado para a taxa de juros em junho ficaram estáveis em 15%, segundo a pesquisa do BC. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a cortar os juros em 0,75 ponto porcentual na reunião do final do mês. As previsões de juros para os meses de julho, agosto e outubro, em contrapartida, subiram após a divulgação da ata da última reunião do Copom na quinta-feira da semana passada. Para julho, as estimativas de juros aumentaram de 14,50% para 14,75%. Para agosto, as previsões subiram de 14,25% para 14,50% e, para outubro, as estimativas de juros variaram de 14% para 14,25%.
Com as mudanças, o mercado passou a trabalhar com uma expectativa de cortes de 0,25 ponto porcentual a partir de julho. Com isso, a taxa de juros terminaria o ano em 14%. Com as mudanças, as previsões de mercado para a taxa média de juros neste ano subiram de 15,16% para 15,25%. Para o final de 2007, as estimativas de juros continuaram estáveis em 13% pela sexta semana consecutiva. As previsões de taxa média de juros para o próximo ano também não se alteraram e prosseguiram em 13,50% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 13,60%.
Câmbio
As projeções de mercado para a taxa de câmbio no final deste mês de maio caíram de R$ 2,14 para R$ 2,12. A queda ocorreu após duas semanas de estabilidade das previsões em R$ 2,14. Há quatro semanas, as previsões de mercado para o câmbio no fim de maio estavam em R$ 2,15. Para o final do ano, as estimativas de câmbio ficaram estáveis em R$ 2,20 pela sétima semana consecutiva.
As previsões de taxa média de câmbio para este mês também não se alteraram e continuaram em R$ 2,17 pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,18. Para o final de 2007, as previsões de câmbio ficaram estáveis em R$ 2,35 pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,34. As estimativas de taxa média de câmbio para o próximo ano também não mudaram e continuaram em R$ 2,28 pela quarta semana seguida.
Dívida pública
As projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2007 subiram de 49% para 49,05% do Produto Interno Bruto (PIB). Há quatro semanas, estas previsões estavam em 49% do PIB. Para este ano, as previsões de dívida líquida ficaram estáveis em 50,50% do PIB pela nona semana seguida. Na semana passada, o BC revisou sua estimativa de dívida líquida do setor público para este ano de 50,50% para 50% do PIB.
Produção industrial
Ainda segundo a pesquisa do BC, as projeções de mercado para o crescimento da produção industrial neste ano ficaram estáveis em 4,50%. A estabilidade ocorreu após seis semanas consecutivas de elevação destas previsões, que estavam em 4,27% há quatro semanas. As estimativa de aumento do PIB neste ano também não mudaram e continuaram em 3,50% pela 52º semana seguida.
Para 2007, as previsões de expansão da produção industrial permaneceram inalteradas em 4,50% pela quarta semana consecutiva. As estimativas de expansão do PIB no próximo ano também não se alteraram e prosseguiram em 3,70% pela terceira semana seguida. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 3,60%.
Balança comercial
As projeções de mercado para o superávit da balança comercial neste ano subiram de US$ 40 bilhões para US$ 40,37 bilhões. A alta ocorreu após uma seqüência de 11 semanas seguidas de estabilidade nas previsões. Apesar do aumento, as estimativas de superávit em conta corrente para este ano continuaram inalteradas em US$ 9 bilhões pela 11º semana consecutiva.
Para 2007, as estimativas de superávit da balança comercial aumentaram de US$ 35,20 bilhões para US$ 36 bilhões. Esta foi a segunda elevação seguida destas previsões, que estavam em US$ 35 bilhões há quatro semanas. As estimativas de superávit em conta corrente para o próximo ano, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 4,50 bilhões pela quarta semana consecutiva.
Investimento estrangeiro
As projeções de mercado para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) no país neste ano subiram de US$ 15 bilhões para US$ 15,06 bilhões. Apesar da alta, o valor ainda está abaixo dos US$ 18 bilhões esperados pelo próprio BC. Para 2007, as estimativas de fluxo de IED aumentaram de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,50 bilhões. Apesar da alta, o valor ainda é menor que os US$ 16,75 bilhões projetados há quatro semanas.
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